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Brasil vence mas não convence

Luiz Zanin Oricchio

15 de junho de 2010 | 17h25

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O primeiro tempo foi tudo aquilo que os críticos de Dunga previam: um Brasil sem criatividade, que sofria para furar a defesa de adversários fechados e bem disciplinados taticamente. Kaká parece fora de forma e/ou em má fase. Não tem ritmo de jogo. Como ele foi escalado para ser a salvação da lavoura, quando não funciona a seleção sofre. Robinho foi o que mais tentou, deslocando-se por várias partes do campo, driblando, pedalando, chutando a gol. Andorinha só não faz verão. Ainda mais no inverno sul-africano.

O fato é que a defesa coreana, que todo mundo julgava um time inocente, levou a melhor contra o badalado ataque brasileiro durante todo o primeiro tempo. A Coreia ficou atrás, teve muito menos posse de bola que o Brasil, mas também deu suas pontadas e tentou levar algum perigo ao gol de Julio César. Não conseguiu, mas Jong Tae Se, o número 9, que chorou durante o hino, é um bom jogador.

O Brasil não altera a formação no intervalo. Mas a disposição parece diferente.Marca sob pressão desde o início e em passe de Elano, Maicon marca um golaço, quase sem ângulo, de curva. Numa jogada de qualidade técnica, o Brasil abre o placar e quebra a muralha coreana. Com a necessidade de atacar, a Coreia dá o contra-ataque ao Brasil e o Brasil quase marca o segundo com Luis Fabiano.

O volume de jogo do Brasil continua bem maior. Com passe genial de Robinho, Elano entra livre e marca, aos 26′. A Coreia parece ruir. Mas o Brasil tem dificuldade em ampliar o marcador. Numa jogada, falha da defesa, e a Coreia marca  seu gol, com Ji Yun Nam, aos 43′.  Não chega a tomar sufoco no final do jogo, mas não dá aquele espetáculo que alguns otimistas esperavam.

Dois a um é um resultado magro, com o Brasil apresentando todas as deficiências que preocupavam os comentaristas. Em especial, deficiência na criatividade. A técnica superior fez a diferença em dois lances. Será suficiente quando enfrentar um adversário mais qualificado? Essa, a questão.

O jogo foi sofrível. Dou nota 5 pelos dois gols brasileiros, muito bonitos.

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