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Brasileiros não sabem torcer…. no tênis

Roberto Nascimento

17 de fevereiro de 2007 | 15h55

O Brasil Open, maior competição de tênis realizado no País, ainda nem acabou, mas já teve uma polêmica que não é muito boa para a imagem do brasileiro no exterior. Num torneio que conta com vários dos melhores tenistas do mundo e tem seus direitos de transmissão de TV vendidos para muitos países, os torcedores presentes ao jogo de Gustavo Kuerten contra Flávio Saretta, na última quarta, deram uma amostra de como não se deve se comportar numa partida de tênis.

Mesmo num confronto entre dois brasileiros, o que se viu foi um festival de desrespeito, que beirou até o ridículo por alguém ter chamado Saretta de argentino. Por mais que Guga seja o maior ídolo do nosso tênis em toda a história, com tantos títulos e glórias num passado recente, e que Saretta seja um tenista esforçado com alguns bons resultados no circuito profissional, nada justifica as vaias e as “ofensas” ditas durante o duelo.

Enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos, manifestações mais acaloradas de torcedores dificilmente acontecem, o Brasil já teve outros episódios nada agradáveis. O mais famoso deles aconteceu na Copa Davis de 1996, em São Paulo. No confronto contra a Áustria, pela repescagem do Grupo Mundial, o temperamental Thomas Muster, que foi até o número 1 do mundo, não agüentou as provocações dos torcedores e abandonou o confronto, dizendo que o Brasil não tinha a mínima condição de receber a Davis.

Tudo bem que no jogo seguinte – vitória sobre o espanhol Nicolas Almagro – Flávio Saretta teve todo o apoio da torcida na Costa do Sauípe, mas é preciso repensar o comportamento durante os jogos aqui no Brasil. Respeito é bom e todo mundo gosta. E chamar alguém de argentino, aí já é demais…

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