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Casal de angolanos

Baldini Wilson

13 de junho de 2006 | 07h56

Peguei o trem de Dortmund para Bielefeld juntamente com um engraçadíssimo casal de angolanos. Ela não tem 1,60 metro, enquanto ele lembra o Rincón, ex-jogador de futebol. Para quem não conhece tem quase dois metros de altura. Eles entraram no vagão aos berros e sorrisos. Animadíssimos, indo para Leipzig. De repente, ela virou e disse: “Fique calmo. Já olhei e só tem alemão no vagão. Eles não entendem nada de português.” Eles estavam duas fileiras na minha frente. Logo virei a credencial da Fifa para que não percebessem meu “parentesco”. Aí ficou engraçado. “Ei, amor? Como fizemos sexo gostoso ontem à noite, não?”, perguntou ela. Tímido, ele respondeu: “Você estava muito quente.” Ela não perdeu o ritmo. “Faria tudo de novo aqui. Vamos?” Ele respondeu: “Vamos chegar na casa do Mário (amigo deles) antes.” Como ela pensou que ninguém entedia o que falava, contou tudo o que fizeram na noite anterior. In-crí-vel. Digno das melhores revistas eróticas. O rapaz ria e aproveitava para repor as energias. Nos 40 minutos que fiquei com eles no vagão, ele consumiu: duas maças, cinco bananas, um litro de yogurte de morango, dois litros de água com gás e mais uma barra de chocolate. Ela não parava de falar e o agarrava o tempo todo. Quando me levantei para descer do trem em Bielefeld, ouvi ela dizer para ele. “Olha lá….vamos ter mais espaço. Vamos?” Ele não respondeu e preferiu pegar mais uma maça. Haja saúde!

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