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Cesta contra do Brasil

andreavelar

24 de setembro de 2010 | 17h33

O sufoco que a seleção brasileira feminina passou nesta sexta-feira, contra a modestíssima equipe de Mali (80 a 73), pelo Mundial de basquete, não foi por acaso. A carência de jogadas de infiltração, as inúmeras e irritantes bolas de três pontos que não alcançam nem no aro e, sobretudo, a falta de atenção das atletas é um problema que começa na base.

Ainda nessa quinta, o presente repórter foi acompanhar um amistoso de basquete feminino, em uma importante faculdade de São Paulo – a namorada estava por lá e essa era a única motivação para ficar na torcida.

Eis que começa o terceiro período, a armadora do time adversário recebe a bola, parte para a bandeja e cesta… Contra! Uma cesta contra! A jogadora se avermelhou no mesmo segundo em que percebeu a desatenção, para ficar no mínimo. O jogo acabou para ela, que vinha tendo uma atuação até que regular. Aí foi um tal de chute da linha dos três, claro, em busca de se redimir, que não tinha fim.

Pois a seleção brasileira profissional parece que comete uma cesta contra a cada lance. Só na partida contra a Mali, que está longe de ser uma potência da modalidade, foram 24 arremessos – 11 convertidos, seis por uma hoje inspirada Adrianinha. O desespero bateu contra as vice-campeãs africanas.

Dos bravos profissionais de Educação Física que dedicam seu tempo à formação universitária ao técnico Carlos Colinas, passando pela jovem da cesta contra (que jamais irei revelar seu nome, time e nem irei descartá-la para o esporte), o basquete brasileiro precisa melhorar. Todos nós erramos, sim. Natural. Agora, além de atenção, falta carinho com o esporte.

Parabéns aos times, mas renovar com qualidade é preciso. Do contrário, a bela história do basquete ficará esquecida no tempo, se não continuar a marcar cesta contra.

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