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Com a língua nos dentes

andreavelar

29 de janeiro de 2010 | 17h31

Pode até ser que o São Paulo tenha mesmo começado a negociar a vinda de Robinho para o Brasil muito antes do Santos entrar na jogada. Agora, sem o atacante do Manchester City, emprestado para o time da Vila Belmiro, o clube viu que deu mesmo foi com a língua nos dentes.

Para quem, com méritos, se orgulha de negociar bem tantos os jogadores que chegam quanto os que vão embora, dessa vez, o andar da carruagem não foi bom. Não só por ter perdido o jogador para o Santos, mas por mais uma vez ter renovado a pecha de atravessar as negociações. “Em boca fechada não entra mosquito” e também não alimenta antipatia, rudeza, inveja ou seja lá o que for dos demais torcedores.

Mas quem entregou primeiro o São Paulo foi o técnico do Manchester City. Em entrevista coletiva que quase ninguém viu, Roberto Mancini disse que ficaria feliz se Robinho voltasse para o “Santos ou Sao Paolo”. A partir daí, a primeira atitude foi desconversar. Seria o caminho mais certo. Mas logo em seguida a diretoria afirmou que estava com as negociações já bem encaminhadas, e mais, que o time da Vila Belmiro que estava interferindo no negócio.

Como bem disse o presidente do Santos, o São Paulo ou qualquer outro clube tem o direito de ir atrás de “um dos melhores jogadores do planeta”, palavras dele. Nem por isso dá para escapar do rótulo infeliz de atravessar as negociações. Até o próprio Robinho não gostou e foi a público dizer que preferia voltar para o clube que o revelou.

Por último, a reestreia do Rei das Pedaladas é aguardada para 7 de fevereiro, às 17 horas, na Arena Barueri ou Pacaembu, adivinha contra quem. Isso mesmo, o São Paulo.

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