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Como segurar os craques?

Eliana Silva de Souza

01 de novembro de 2006 | 12h23

A Telemadrid, emissora de TV controlada pelo governo da região onde fica a capital espanhola, e o banco Caja Madrid ofereceram ao Real Madrid 600 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão) pelos direitos de transmissão das partidas do clube por cinco anos, de 2009 a 2013. A oferta praticamente dobra o valor pago pelo atual dono dos direitos, a Sogecable, emissora que pertence ao grupo Prisa e paga 55 milhões de euros (R$ 150 milhões) por ano.

Se fechar esse acordo, o Real se aproximará do valor recebido pelo arqui-rival Barcelona, que acertou em junho um contrato com o grupo Mediapro, proprietário da TV La Sexta, que pagará ao clube cerca de 1 bilhão de euros (2,7 bilhões) por sete anos de transmissão, a partir de 2008.

Como os direitos de TV são só uma parte da receita (os clubes ainda faturam com os patrocínios – Real e Barça recebem 30 milhões de euros – R$ 81,6 milhões – por ano de Adidas e Nike, respectivamente), é fácil notar por que os clubes brasileiros, que vivem de pires na mão, têm dificuldade para segurar os maiores talentos. E lá na Espanha, a TV, que paga muito mais, não marca os principais clássicos para as 10 da noite de uma quarta-feira…

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