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Coutinho, o passado e o presente

Luiz Zanin Oricchio

11 de novembro de 2006 | 22h11

Antes do jogo na Vila houve homenagem a Coutinho, que fez a dupla histórica do Santos com Pelé. Bastante aplaudido, magro, o que é um paradoxo. Quando jogava, Coutinho lutava permanentemente contra a balança. Mas ninguém jamais ousou chamá-lo de “gordito”, ou coisa assim, por motivos óbvios para quem o viu em campo. Aposentado, afinou a cintura. Coisas da vida.

Depois, no jogo do Santos contra o Paraná, faltou justamente um centro-avante para decidir. Não precisava ser como Coutinho, porque este, bem, Deus fez e quebrou a forma. Bastava alguém para colocar as bolas mais fáceis para dentro, o que poderia ter acontecido várias vezes. Não aconteceu, mas Tabata, em partida fraca (o que não é novidade) cobrou uma falta despretensiosamente e fez o gol por acaso. Falha do goleiro Flávio, que depois se redimiu, salvando pelo menos dois gols certos do Santos no segundo tempo.

Enfim, o Santos fez para o gasto, fiel ao seu formato de time diet, econômico, e praticamente assegurou vaga na Libertadores. Por sua vez, o Inter colocou mais um prego no caixão do Fortaleza, aliás três, e, teoricamente, continua na luta por um título que sabe já ter dono. Meu palpite é que começa a tirar o pé já a partir da próxima rodada, de olho no Mundial do Japão. E, com o empate do Vasco em casa com o Juventude, a briga pela última vaga na Libertadores fica boa. É o que resta de emoção ao Brasileiro, isto e a luta para não cair, a indesejada “vaga” do descenso, ainda em disputa entre Fluminense, Ponte Preta e São Caetano. E, talvez, Palmeiras, mas só se vacilar muito. O resto são detalhes.

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