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‘É preciso respeitar o pior futebol do mundo’

André Rigue

11 de setembro de 2008 | 02h52

Por Rafael Vergueiro

A atuação da seleção brasileira diante da Bolívia na noite desta quarta-feira foi decepcionante. O público que deixou de ir ao Engenhão (o estádio não estava lotado, como costuma acontecer nas partidas do Brasil) certamente ficou feliz por não ter perdido tempo e dinheiro para ver mais uma péssima exibição dos comandados de Dunga.

No entanto, é importante ressaltar que o treinador brasileiro tem conseguido feitos históricos desde que assumiu a seleção em 2006. Afinal, qual o técnico brasileiro que no mesmo ano conseguiu perder para a Venezuela e depois empatar em casa com a Bolívia?

É importante dizer que o problema do Brasil não está apenas na falta de vontade dos jogadores. O time não tem um esquema tático definido, joga sem nenhum padrão de jogo e Dunga, que jamais havia exercido a função antes de comandar a seleção, mostra pouco conhecimento para poder reverter este quadro.

Para o torcedor, é cada vez mais claro alguns erros do treinador. Será que alguém acha que esta equipe pode evoluir com uma dupla de volantes formada por Gilberto Silva e Josué? O primeiro não faz uma boa partida pela seleção há muito tempo e o segundo parece ter esquecido o bom futebol quando deixou o São Paulo.

Na lateral-esquerda, é inexplicável a não convocação de Marcelo, um dos únicos jogadores que se destacaram nos Jogos Olímpicos de Pequim. O atleta do Real Madrid está anos-luz na frente de Kléber, Jean Maldonado e companhia.

No último domingo, após a vitória sobre o Chile em Santiago, Robinho escreveu em uma lousa no vestiário para que todos os chilenos pudessem ver: “É preciso respeitar o melhor futebol no mundo”. Algum boliviano mais brincalhão poderia devolver a frase nesta quarta: “É preciso respeitar o pior futebol do mundo”.

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