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Equipe da NFL pede que seus torcedores dêem os braços durante hino nacional

Atletas do Green Bay Packers têm ficado de joelhos e de braços dados em protesto contra violência policial dos EUA

Estadão Esportes

27 de setembro de 2017 | 11h07

A animosidade criada com os jogadores da NFL pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ultrapassar as quatro linhas do gramado e chegar às arquibancadas. Pelo menos é o que pedem os jogadores de uma das equipes da liga de futebol americano, o Green Bay Packers.

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Através do seu quarterback, Aaron Rodgers, o time de Wisconsin solicitou aos seus fãs que se juntem ao protesto dos jogadores e dêem os braços nas arquibancadas enquanto o hino nacional norte-americano é executado. A iniciativa está em acordo com o movimento dos atletas da NFL de responder a Trump, que pediu a demissão de quem se ajoelhar durante o hino.

Em comunicado publicado na noite desta terça-feira, os jogadores afirmaram que a comissão técnica e o staff da equipe se juntarão a eles no gramado como forma conjunta de pedir “liberdade, igualdade, tolerância, entendimento e justiça para aqueles que são maltratados, discriminados ou tratados de forma injusta”.

“Juntarmos os braços na quinta-feira (próxima rodada da equipe) será diferente em tantas formas, mas uma coisa que nos une é que somos todos indivíduos que querem fazer nossa sociedade, nosso país e o mundo um lugar melhor”, afirma o comunicado.

Ainda antes do comunicado ser divulgado, Aaron Rodgers defendeu seus companheiros de equipe de possíveis críticas pela manifestação. “Não é um protesto, é sobre igualdade, união, amor, sobre crescer juntos como sociedade e começar uma conversa sobre um tema que pode ser desconfortável para as pessoas”, explicou.

Na partida do último domingo, o time de Green Bay deu os braços durante o hino nacional – o seu adversário, Cincinnati Bengals, fez o mesmo -, enquanto que três deles ficaram sentados. Mais protestos aconteceram em outros jogos da rodada, com atletas ficando de joelhos – movimento mais comum nas equipes. O elenco do Pittsburgh Steelers, por sua vez, decidiu ficar no vestiário, em manifesto ‘furado’ por um único atleta, Alejandro Villanueva, que pediu desculpas ao grupo.

Os protestos começaram em 2016 com o quarterback Colin Kaepernick, então jogador do San Francisco 49ers, que se ajoelhou durante o hino para protestar contra a violência policial sofrida pelas pessoas negras nos EUA. Ele acabou desligado da equipe e atualmente está desempregado, tendo sido o motivador das críticas de Trump pelo que, em sua visão, é um desrespeito ao hino e à bandeira do país e deveria ser proibido pela liga.

No último fim de semana, ainda, o astro do basquete Stephen Curry, do Golden State Warriors, havia afirmado que não gostaria de atender ao convite de Donald Trump e ir à Casa Branca com sua equipe. O presidente norte-americano, então, retirou o convite ao jogador e ao time, o que gerou reação de vários atletas da NBA, unindo os dois temas.

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