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ESPANHA: VITÓRIA COM SABOR AMARGO

Jotabê Medeiros

21 de junho de 2010 | 17h32

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Municiada pelas jogadas de David Villa pela esquerda, a Espanha parecia que ensacaria Honduras.

Uma goleada seria um salvo-conduto para as oitavas-de-final (só precisaria de uma vitória simples contra o Chile para passar). O saldo de gols serial crucial nesse momento (Chile tem dois a favor, a Suíça tem zero e a Espanha tem apenas 1). Agora, o jogo entre Chile e Espanha, na sexta-feira, será um duelo de vida ou morte.

Logo no início, aos 6 minutos, após bela jogada dentro da área, cortando pelo meio de Mendoza e Guevara e antes de Chavez interceptá-lo, quase caindo, Villa fez 1 a 0.

Mas Torres repetiu a má atuação da primeira rodada e perdeu gols inacreditáveis (até ser substituído por Mata por volta dos 25 minutos do segundo tempo).

David Villa fez o diabo no primeiro tempo. Foi herói. Mas perdeu o pênalti (um “rapa” de Izaguirre na área marcado sem hesitação Yuichi Nishimura) que poderia classificar a Espanha no segundo tempo, chutando fora (rasteiro à direita), com o goleiro já batido.

A Honduras resta a dignidade de ter sido um adversário combativo até o fim. Perdeu gols em contra-ataques rápidos, teve uma defesa segura que parou a Espanha na maior parte do tempo – guardada na entrada da área pelo meia Welcome.

O zagueiro espanhol Pique levou um chute na boca no segundo tempo e sangrou barbaramente. Não quis sair de campo e ainda foi para o ataque no finalzinho, mas sua bravura evidenciava apenas o excesso de vontade dos espanhóis. Faltou definição e a primeira vitória veio com um saborzinho de jiló.

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