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Excesso dos dois lados no tênis

miltonpazzi

16 de janeiro de 2007 | 14h57

O excesso de torneios e jogos ao longo de uma temporada no tênis está perto de abrir uma crise entre os jogadores e os dirigentes. Há algum tempo todos vêm reclamando do pouco tempo para recuperação entre as partidas, que são disputadas sob condições diversas e extremas, e que isso tem gerado uma série de contusões, o que leva a desistências, cada vez mais freqüentes.

Os dirigentes, por outro lado, tem reclamado publicamente que essas desistências estão só prejudicando, pois o público sempre quer ver os melhores na quadra. Alguns insinuam até um “corpo-mole”, pois os maiores tenistas já tem muito dinheiro e poderiam se dar ao luxo de escolher as competições que querem disputar.

O caso deste início de semana, no Aberto da Austrália, onde o forte calor está atrapalhando a todos – fato comum nos últimos anos -, faz perguntar quem está com a razão: os dirigentes (que tentam levar os melhores a todos os países ao longo do ano e por isso o calendário é apertado) ou os jogadores (que pelo excesso não conseguem render o máximo). Por enquanto, não há resposta certa. O que é certo é que os dois lados precisam conversar.

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