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Faltou cérebro

Colégio Ofélia

25 de junho de 2010 | 12h54

O Brasil enfrentou seu primeiro grande teste e sentiu que a Copa, finalmente, começou. Quem esperava um clima morno no Brasil x Portugal errou feio. O jogo não foi apenas tenso. Em alguns lances do primeiro tempo, quase descambou para a violência. Foram sete cartões amarelos nos primeiros 45 minutos. Felipe Melo pôs para fora toda sua docilidade pitbull. Tanto que nem Dunga quis pagar para ver e o substituiu por Josué ainda no primeiro tempo.

Como o mundo todo sabe, quem sai para atacar essa seleção brasileira se dá mal. Carlos Queiroz tratou de se fechar e procurou beliscar alguns contra-ataques no primeiro tempo. O Brasil, com Nilmar e Luís Fabiano, criou boas oportunidades, mas Kaká e Robinho fizeram falta. Júlio Baptista parece ter sentido o peso de substituir Kaká em jogo de Copa.  E ainda havia a dúvida: Robinho foi apenas poupado ou tinha algum problema?

Em termos de classificação à segunda fase, o empate serviria aos dois, mas Carlos Queiroz tentava escapar de um caminho da Copa que tem Argentina, Inglaterra e Alemanha. E tratou de soltar o time no segundo tempo, em busca do gol. Cristiano Ronaldo jogava bem. Dunga, na beira do gramado, vociferava. Ele sentiu que o adversário voltou melhor, modificado, mas não mexeu no time brasileiro.

O Brasil real apareceu. Uma defesa firme, um bom lado direito com Maicon e Daniel Alves, Michel Bastos isolado na esquerda e um deserto no meio de campo, com Gilberto Silva, Josué e Júlio Baptista. Criatividade zero. A pouco mais de 10 minutos do final do jogo, Júlio Baptista deu lugar a Ramires. Faltando 11, Grafite entrou no lugar de Luís Fabiano. O Brasil não precisava de força no ataque. Precisava de cérebro no meio de campo e comemorou o 0 a 0, melhor para ele que para Portugal.

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