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Fiquei sem entender o que aconteceu

Luiz Zanin Oricchio

13 de junho de 2006 | 19h41

Antes do treino da Espanha, hoje à tarde, aproveitei um tempo livre para comer algo na Estação de trem de Leipzig. E teria sido melhor que eu tivesse continuado com fome.
Para começar, fui mal atendido pelo garçom, um sujeito narigudo, com cara feia e daqueles que você percebe ser chato antes que abra a boca. Mas tudo bem até aí.
Não havia sequer acabado de comer a fogazza sem graça, fria e dura que serve o tal do Eiscafé Ovídio, local até simpático, quando o garçom se postou ao meu lado me encarando. Ele arriscava algumas palavras em inglês e entendi que estava exigindo que eu pagasse imediatamente o que havia pedido. Achei aquilo um absurdo, o ignorei e fingi que não era comigo.
Terminei lentamente meu salgado e pedi um recibo, e foi quando o garçom se tornou extremamente grosseiro. Falou alto, me tratou como se eu fosse um delinquente. Disse que não me daria o comprovante e pronto.
Fui até à senhora que estava recebendo os pagamentos e exigi o recibo. O sujeito veio atrás de mim e começou a berrar para a caixa algo em alemão. Balançava os braços e apontava para mim como se estivesse explicando a suposta falta gravíssima que cometi. Fiquei irritado com a atitude do atendente, mas muito mais com a possibilidade de estar sendo discriminado – pois no unifome do jornal há a bandeira do Brasil.
No fim das contas, vendo a rídicula situação em que me encontrava, mesmo sem nota, paguei o que devia e fui embora. Aprendi cedo que pessoas assim não merecem tomar muito do meu tempo.

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