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Foi ele quem disse

Luiz Zanin Oricchio

21 de junho de 2006 | 09h30

Faltam menos de duas horas para começar o jogo entre Angola e Irã, aqui no Zentralstadion, de Leipzig, pelo Grupo D do Mundial. Segundo o motorista de um taxi de Berlim, a polícia vai arranjar algum pretexto para prender torcedores do Irã hoje. Neste jogo estavam previstas manifestações políticas do país… mas, até agora, não aconteceu nada. Ainda bem.
O mesmo taxista, um iraniano dado a teorias conspiratórias, estava crente que a Alemanha pagou o Equador para entregar o jogo de ontem – vencido pelos alemães por 3 a 0. Disse ele: “A Alemanha já tinha tudo definido, para jogar em Munique (oitavas), Berlim (quartas), Dortmund (semi) e Berlim de novo (na final). Ela não vai deixar ninguém prejudicá-la”, garantiu, convicto. “Essa Copa já está comprada”, acrescentou.
Todo orgulhoso, me mostrou os tíquetes para o jogo aqui em Leipzig. Sabendo que eu era brasileiro, comentou: “Quem torce para o Irã gosta mais de futebol do que vocês. Torcer para o Brasil é fácil.”

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