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Fritura de técnico ao alho e óleo

Luiz Zanin Oricchio

22 de setembro de 2006 | 17h35

Tem toda razão o meu amigo Eduardo Maluf quando defende o Tite. Não tenho nenhuma procuração para livrar a cara do Tite, mas acontece que técnico de futebol é o bode expiatório mais fácil que existe. Todo mundo sabe disso. Certo, às vezes o técnico não está funcionando mesmo, perdeu o controle do elenco, comete erros primários e então tem de ser trocado. Mas, na maioria dos casos, a frigideira é acesa embaixo do treinador para dar alguma satisfação à torcida.

Agora, que culpa tem o Tite se o elenco do Palmeiras é limitado mesmo, como até as veneráveis estátuas do Parque Antártica sabem? Livrar-se dele é uma maneira de a direção transferir a sua própria responsabilidade em cima de alguém.

E, falando em responsabilidade, qual o sentido de desestabilizar o treinador, justo na véspera de um clássico importante contra o São Paulo, como fez o diretor de futebol do Palmeiras, ao dizer, através da imprensa, que o Tite tinha mais é de calar o bico e fazer o time jogar? Isso lá é ajudar uma equipe em dificuldade?

Por falar nisso, de quem é a responsabilidade de levar um clássico para o interior, quando o Palmeiras detém o mando? Será que o Palmeiras está em situação tão boa na tabela que pode se dar ao luxo de abrir mão de um mando de campo?

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