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FÚRIA VIVA!

Jotabê Medeiros

29 de junho de 2010 | 17h44

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David Villa devolveu a fleuma à Fúria Espanhola.
Xavi, Iniesta, Sergio Ramos, o grande Piquè na zaga: a Espanha foi mais time todo o tempo.
Volta à sua condição de favorito (Casillas, o goleiro, no entanto, é inseguro)
Portugal jogou timidamente, sem ambição, e foi punido por isso. Aquele provável impedimento não turva o resultado, foi merecido, e o impedimento só seria marcado por uma máquina do Jockey Club.
Sobrou a Portugal, para a disputa européia, um grande arqueiro, Eduardo, e um magnífico lateral, Coentrão.
Seus volantes são um tanto violentos e pouco imaginativos, e desceram o sarrafo no Villa.
Precisam voltar a pensar no ataque, no além-mar.

Vejo Portugal jogando, a falta de espírito aventureiro do time, e não consigo deixar de cantarolar na cabeça um verso de uma canção dos Paralamas, Navegar Impreciso (do álbum Severino), que foi dividido numa canção por Tom Zé e Linton Kwesi Johnson:

Não é porque já não se usa navegar
E nem é por tua idade, eterna sois
Mas nunca mais a nossa velha intimidade
O sabor inigualável dos teus pães

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