Gandula também é gente
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Gandula também é gente

Luiz Carlos Merten

07 de junho de 2006 | 12h37

Na manhã desta quarta-feira, fez calor em Bremen, ao Norte da Alemanha, durante o treino da Suécia. Mas os preparadores físicos não deram moleza: fizeram os jogadores correr por quase duas horas no gramado do CT do Werder Bremen – que, por sinal, tem uma pista de atletismo invejável. Quando coloquei o boné, para me livrar da insolação, percebi um funcionário do clube vindo em direção aos jornalistas, com um engradado nas mãos, cheio de garrafas de uma bebida que parecia ser uma mistura de suco de frutas e refrigerante. “Bem que algo para beber cairia bem”, pensei. Porém, o líquido era para os gandulas, voluntários entre 10 e 13 anos, que ajudavam a pegar as – muitas – bolas chutadas para fora do campo pelos suecos. Quanta diferença do Primeiro para o Terceiro Mundo… Na Copa, eles recebem até “Gatorade

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