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GRITO DE GOL EM MANHATTAN

Jotabê Medeiros

23 de junho de 2010 | 13h09

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“Pode me dar a sua camisa, Donovan?”, dizia um cartaz na torcida mostrado após o jogo.
“Yes, we can!”, dizia outro.
Cartazes proféticos: um milagroso gol de Donovan, aos 45 do segundo tempo, classificou o time dos Estados Unidos e eliminou a Eslovênia (que estava passando para as oitavas de final com a derrota por 1 X 0 para a Inglaterra).
A classificação da Eslovênia durou menos de um minuto. Foi punida por jogar por uma derrota mínima (como todo time que joga pela derrota deveria ser punido).
E o treinador da Eslovênia só soube aos 50 minutos que tinha sido eliminado, e jogou a toalha no chão, irritado.
Ficam algumas certezas sobre esses times que passaram:
Fabio Capello passou a Inglaterra no grito (literalmente: berrou como um louco na área técnica).
A Inglaterra tem sido um time sem recursos, que joga sem imaginação no meio-campo (Lampard e Gerrard passam a bola para o lado, nunca para a frente). Rooney jogou sua melhor partida hoje, mas curiosamente foi substituído por Joe Cole aos 30 do segundo tempo.
Os Estados Unidos continuam gostando do jogo, experimentando a melhor face do futebol: o prêmio pela persistência, pela garra, pela vontade, pode vir já nos descontos. Desistir antes do jogo terminar é desistir do futebol.
Jeff Klein, no New York Times, escreveu a crônica do jogo:
“Minha janela está aberta aqui em Manhattan, e quando os americanos marcaram o gol, você podia ouvir o grito na rua. Nunca ouvi nada como isso antes, para ser honesto. Tenho certeza que foi como se todo mundo nos Estados Unidos estivesse assistindo o jogo”

Os argelinos lutaram até o final, saem de cabeça erguida.
Os eslovenos quase marcaram também no final, numa dividida na entrada da área. Mas estavam se contentando com o resultado, e foram punidos.

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