Holanda, a melhor europeia na Copa
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Holanda, a melhor europeia na Copa

Luiz Raatz

24 de junho de 2010 | 19h41

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A Holanda na Copa de 2010 se assemelha em alguns aspectos à seleção brasileira. Famosa por jogar bem e para frente, a Laranja Mecânica enfrentou críticas durante a primeira fase do Mundial por vencer ‘jogando para o gasto’.  Agora terá pela frente o surpreendente time da Eslováquia, que eliminou a Itália da competição. Caso o Brasil se classifique em primeiro do grupo, pode enfrentar os europeus nas quartas de final, reeditando o duelo da Copa de 1994.

Ainda assim, é a melhor seleção europeia no torneio. Ao lado da Argentina, é a única a vencer todos os seus jogos, no que pode ser igualada ainda por Brasil e Chile. Além disso, seu principal jogador, Robben, só estreou na última partida e, assim como Kaká, é visto com desconfiança devido a uma lesão.

Até aqui foram três vitórias. Na estreia, bateu a Dinamarca por 2 a 0, em um jogo duro, com um gol contra de Agger e outro de Kuyt, no finalzinho. Na segunda rodada, suou para superar o Japão, mas conseguiu vencer graças a um gol de Snejider. Já classificada, garantiu o primeiro lugar no grupo com a vitória sobre Camarões por 2 a 1.

Taticamente, a seleção não apresenta nenhuma novidade. Joga com três atacantes, dois deles abertos pelas pontas, Robben (11) e Kuyt (7), que fecham na marcação, e um centralizado, Van Persie (9). Ao contrário de outras equipes europeias, que só recentemente abandonaram o 4-4-2 pelo 4-3-3, a Holanda atravessou todos os anos 90 jogando dessa forma. Jogar para frente, para eles, é praticamente uma tradição.

No meio campo, conta com dois volantes com uma boa saída de bola: Van Bommel (6) e De Jong (8). A criação é de responsabilidade de Snejider (10), um dos melhores meias da Copa até aqui, eleito duas vezes o melhor do time, contra Dinamarca e Japão. A defesa também é boa e só foi vazada em uma cobrança de pênalti de Eto’o, no último jogo, contra Camarões. O capitão do time é o veterano lateral Giovanni Van Bronckhorst (5).  Completam o time o goleiro Stekelenburg (1), o lateral-direito Van der Wiel (2), e os zagueiros Heitinga (3) e Mathijesen (4).

A equipe conta ainda com um bom banco de reservas, que pode fazer a diferença no mata-mata. O polivalente Elia, Van der Vaart, Huntelar e Babel, são algumas das opções do técnico Bert Van der Marwjik.

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