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Jogos para todos os gostos

Luiz Zanin Oricchio

15 de fevereiro de 2007 | 13h28

O Santos passou como quis pelo América. Depois de alguma dificuldade no 1º tempo, arrasou no 2º. É o time mais entrosado do Brasil e o único que dá gosto ver jogar. O jogo flui, em especial no meio de campo.

Já o São Paulo pareceu todo travado em seu primeiro compromisso pela Libertadores. Ficou devendo no empate diante daquele fraquíssimo Audax Italiano, o que parece comprovar que o Tricolor ainda não se reconstruiu como das outras vezes, depois das saídas de Mineiro, Danilo e Fabão. Não é o mesmo time. Pelo menos até agora. Mas Aloísio mostrou porque está lá: não é apenas forte, trombador ou oportunista. Sabe jogar com a bola nos pés.

O Flamengo teve até ajuda de balão de oxigênio em campo para arrancar um empate do Real Potosí na estratosfera boliviana. Mandou hoje carta à Conmebol garantindo que não enfrentará mais adversários em altitude semelhante (próxima dos 4 mil metros). É uma senhora decisão que, se levada a sério, poderá provocar mudanças na Libertadores, torneio no qual a questão da altitude está presente desde tempos imemoriais. Vamos ver.

Já o Palmeiras, que goleou o fraco Operário, não deve alimentar ilusões. Encontrei um amigo palmeirense agora de manhã e ele mesmo me disse: “Não podemos achar que agora vai só porque goleamos um time fraco com nove em campo”. É isso mesmo. Na atual fase, vencer dá até um refresco para o elenco e em especial para o coitado do Caio Jr. Mas é melhor manter os pés no chão.

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