Kléber e a ‘puladinha de cerca’
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Kléber e a ‘puladinha de cerca’

André Rigue

22 de setembro de 2009 | 19h24

kleber

O atacante de seu time, machucado, de repente aparece na festa de uma torcida organizada de outro clube, e ainda participa de uma pelada. Você ficaria feliz? Com certeza não. Foi isso que aconteceu com o atacante Kléber, do Cruzeiro.

Os protestos da torcida cruzeirense na Toca da Raposa II mostram que o atacante será muito cobrado a partir de agora. Ter participado da festa da torcida da Mancha às véspera de um confronto contra o Palmeiras foi, no mínimo, pouco inteligente.

Em resumo, o que aconteceu com Kléber foi o seguinte: ele está casado com o Cruzeiro, mas ama o Palmeiras. Sua ida à festa da torcida foi uma “puladinha de cerca.”

O quanto essa puladinha custará à carreira do atacante, só o futuro dirá.

Quem paga o salário de Kléber é o Cruzeiro, não o Palmeiras. Que o atacante tem um carinho especial pelo clube de Palestra Itália, ninguém pode duvidar, pois foi o time alviverde que o tirou do esquecimento no futebol da Ucrânia. No entanto, os dirigentes palmeirenses preferiram investir em Keirrison ao invés de continuar com o jogador.

O episódio envolvendo a festa da Mancha irritou a diretoria do Cruzeiro e pode, inclusive, ser mais um fator de dificuldade no sonho do presidente Belluzzo de contar com Kléber por empréstimo para a disputa da Copa Libertadores 2010.

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