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Maratona de futebol

Luiz Zanin Oricchio

22 de fevereiro de 2007 | 13h59

Ontem assisti Barcelona x Liverpool, Pirambu x Corinthians e Deportivo Pasto x Santos. Fora a zapeada por outros jogos como Internazionale x Valência, Flamengo x Maracaibo, Nacional x Internacional. Não sei se aconselho a alguém esse tipo de overdose. Na vitória do Liverpool por 2 a 1 vi uns 15, 20 minutos do antigo Barcelona, aquele time fluente, vertical, incisivo. Depois, foi amarrado pelo Liverpool. Ronaldinho sumiu em campo. Mas pelo menos foi um jogo taticamente interessante. Nem isso se viu no tosco empate do Corinthians com o Pirambu. Um jogo tedioso para quem gosta de futebol bem jogado, mas que deve ter sido emocionante para os jogadores e torcedores do time sergipano. Para eles, era uma final de Copa do Mundo. Mas, e o Corinthians, hein? O que justifica atuação tão pífia? Depois ainda tentei ver inteiro o jogo do Santos. Achei-o bem postado no primeiro tempo, mas com pouca disposição para ganhar. Com três zagueiros, o Peixe parecia contente com o 0 a 0 e tocava a bola. Sucumbi ao sono no intervalo. Pela manhã, ao ver os melhores momentos, fiquei surpreso com a vitória, que veio com um gol de Maldonado. O Santos parece um time maduro. Falta ainda quem defina. Não precisa ser o chamado “ponto de referência”, aquele centroavante clássico, metido entre os zagueiros. Basta alguém que bote a menina para dentro, por assim dizer. Sem um matador, os jogos do Santos se tornam desnecessariamente difíceis, mesmo quando tem o domínio do meio campo.

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