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Nunca fui tão brasileiro

Luiz Zanin Oricchio

13 de junho de 2006 | 18h28

Foi por água abaixo minha imparcialidade quando assisti ao segundo tempo do jogo da seleção brasileira, na Fan Fest de Leipzig. Pela primeira vez na vida estive no meio de uma torcida contrária ao Brasil em sua maioria. A Croácia passava do meio-de-campo e eles já começavam a gritar. Um lance não teve o menor perigo e a platéia urrou.
Quando Robinho entrou, driblou um e chutou, quase Adriano fez o segundo ao desviar a bola e quase também eu matei minha vontade. Como vi o primeiro tempo no hotel, gritei sozinho, o que não é a mesma coisa. Ronaldo dominou fora da área – é agora, eu pensei -, ajeitou e chutou por cima… uhhhh.
Riram quando Ronaldo foi substituído, aplaudiam os desarmes da Croácia. Kaká recebeu, arrumou o pé e bateu no canto direito do goleiro. Ficou preso na garganta outra vez… Só pra provocar a alemãozada, eu ia gritar mais que o Agnaldo Timóteo inspirado, mais que o Carlos Alberto de Nóbrega na Praça é Nossa.
Terminou o jogo, 1 a 0 e vaia da torcida de Leipzig à seleção brasileira. Aquilo foi demais, engoli seco e guardei internamente o berro que dei para mim mesmo: É PENTACAMPEÃO P…!!! (e desculpem o quase palavrão)

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