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O erro de Picerni

Eliana Silva de Souza

20 de novembro de 2006 | 00h14

Os jogadores do Palmeiras creditam a derrota deste domingo, em Caxias do Sul, à “falta de atenção” que teria permitido ao Juventude fazer dois gols em dez minutos, virar a partida e mandar passear o fantasma do rebaixamento. Mas a culpa maior foi do técnico Jair Picerni, que desmontou o time ao trocar os meias Rosembrick e Valdívia pelos volantes Wendel e Marcelo Costa.

Assim como todo o time, os dois meias substituídos não faziam uma partida espetacular, mas tentavam jogadas, davam trabalho à atrapalhada defesa do time de Caxias e, na melhor das hipóteses, mantinham a bola lá no ataque, longe do gol de Diego. Mas Picerni caiu na velha lenga-lenga de achar que, para tornar o time mais eficaz na defesa, basta enchê-lo de volantes e zagueiros. Bobagem, já que o Palmeiras vinha se defendendo bem da pressão feita pelo Juventude. Podia ter colocado apenas um volante, já que já havia trocado Juninho por Marcinho. Mas abusou da retranca e foi castigado dois minutos depois da última substituição, quando saiu o gol de empate – porque, depois disso, o time nada mais fez e, totalmente desmontado em campo, virou, aí sim, refém da ofensiva do Juventude. E pagou por isso levando o terceiro gol.

Se o Palmeiras não vai cair, é mais por incompetência de Ponte Preta e Fluminense do que por qualquer mérito próprio. De qualquer jeito, o time ainda tem pela frente o Inter, de quem não se sabe qual será o comportamento após a perda do título para o São Paulo, e se despede contra o Fluminense – duelo que no ano passado, na última rodada, valeu vaga na Libertadores e que, agora, pode empurrar um dos dois para a Série B. Como o mundo dá voltas…

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