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O meu campo dos sonhos

miltonpazzi

28 de outubro de 2010 | 21h51

SÃO FRANCISCO, Estados Unidos – Dizem que o beisebol é o esporte onde os sonhos são realizados. Onde um garoto do interior dos Estados Unidos pode se tornar astro do dia para noite, e foi isso que o ator Kevin Costner deixou claro no ótimo filme Campo dos Sonhos (1989, Phil Alden Robinson). É claro que esse tema é explorado por várias modalidades esportivas, e o peso é o mesmo. Mas nesta quinta-feira eu posso dizer que mais um sonho de garoto foi realizado: a oportunidade de fazer o caminho dos atletas profissionais até o gramado, além de acompanhar o aquecimento do Giants e do Rangers antes do jogo 2 da World Series.

Como se isso não fosse suficiente, tive o imenso prazer de conhecer in loco dois jornalistas por quem tenho admiração: Peter Gammons e Chris Berman.  Mas o principal estava por vir. Como torcedor confesso do Atlanta Braves, tive a oportunidade de conhecer e conversar com um dos meus ídolos, o venezuelano Andrés Galarraga, campeão com a equipe de Atlanta em 1996. Para finalizar, algumas palavras com outro grande ex-atleta, Nomar Garciaparra, que hoje é comentarista.

Todos se admiram com o fato de um jornalista brasileiro cobrir o evento. Perguntam se a modalidade é vista em terras tupiniquins. A minha resposta padrão é de que, a cada dia, novos adeptos do beisebol são conquistados e, num futuro próximo, teremos um jogador nas grandes ligas. Quem sabe, se segurimos o exemplo de Costner no filme e construírmos um campo (neste caso, muito mais do que um), o beisebol venha e fique conosco. Pena que a mentalidade do momento é investir apenas em modalidades que possam nos dar medalhas olímpicas.

Bem, deixada a tietagem e os anseios de lado, o jogo 2 está a começar, e os comentaristas americanos agora estão divididos. O favoritismo do Rangers já não é unanimidade, e a conversa é que, se a equipe de São Francisco vencer hoje, leva a World Series.

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