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O que se passa com Luxa?

Luiz Zanin Oricchio

24 de setembro de 2010 | 14h27

Finalmente aconteceu algo que já se sentia no ar. Luxemburgo não iria resistir a mais uma derrota do Atlético Mineiro e seria demitido. Foi o que aconteceu, depois da goleada de ontem por 5 a 1 diante do Fluminense. Ele teve uma saída elegante, disse que a diretoria havia lhe dado tudo que pedira e garantia que o time mineiro não seria rebaixado pela segunda vez em poucos anos – o Atlético caiu para a Segunda Divisão em 2005.

O que aconteceu com Luxemburgo, aquele treinador que, todos diziam, sabia ler um jogo como ninguém? São coisas, qualidades, conhecimentos que não se esquecem porque solidificados por anos de prática acumulada. Então o que há? Não faltam bons jogadores ao Atlético, que dizer, ele tem os ovos para fazer a omelete. Perdeu o controle do grupo? Será isso? Ou apenas isso?

Acho que não. Sem querer julgá-lo (Quem sou eu? Quem somos nós?), acho que falta foco e modéstia ao treinador. Há muito ele deixou de ser um simples técnico de campo. Deseja ser um manager. Tomar conta do clube. Contratar e demitir jogadores. Mandar. São tarefas superpostas, que fazem com que perca a atenção na atividade principal e, portanto, tenha a eficiência reduzida na condução de um time.

Seria bom, para ele, dar uma parada. Uma pausa para reflexão. Um resto de ano sabático, talvez para voltar à antiga forma. Às vezes, é preciso saber reduzir atividades, concentrar-se no essencial e descartar o acessório para voltar a ser eficiente. Talvez para voltar a ser feliz.

É preciso um pouco de sabedoria em meio ao tumulto da vida. Desejo essa sabedoria a Luxemburgo.

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