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O significado da Paraolimpíada

André Rigue

17 de setembro de 2008 | 06h04

Nos últimos 11 dias, aqui mesmo do Brasil, tive a oportunidade de acompanhar a Paraolimpíada de Pequim. Foram madrugadas em claro para poder transmitir ao leitor do estadao.com.br o desempenho dos 188 atletas brasileiros na China.

O Brasil teve um desempenho bom, terminando a disputa na nona colocação, com 47 medalhas no total. É a primeira vez que os brasileiros terminam no top 10. Mas ainda não podemos dizer que nos transformamos numa potência paraolímpica.

Não é apenas conquistar um grande número de medalhas que transformará um país numa potência. Para atingir este patamar, uma nação precisa oferecer, em primeiro lugar, respeito às pessoas com deficiência física.

O Brasil tem evoluído, e muito, neste critério. Porém ainda está longe de tratar os deficientes como eles devidamente merecem. Um exemplo bem prático é a dificuldade que um cadeirante encontra para entrar num ônibus.

Todos os brasileiros que estiveram em Pequim são vencedores. Não apenas os que subiram ao pódio. Cada um deles representa o verdadeiro significado da Paraolimpíada, que não é fazer um deficiente campeão, mas sim mostrar o seu valor como pessoa.

A posição na tabela de classificação foi o de menos em Pequim. O importante foi mostrar que todas as pessoas merecem ser tratadas com respeito, independente de suas limitações, raças, sexo, crenças e origem. Esta é a mensagem da Paraolimpíada.

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