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Ozil, o trunfo germânico

Jotabê Medeiros

23 de junho de 2010 | 17h37

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A Alemanha mereceu a classificação, matou Gana (que acionou a canelada no jogo de hoje mais do que deveria).
Ozil mereceu o gol, é sempre o mais habilidoso e perigoso atacante alemão.
Podolski estava muito fominha, chutou quando podia passar (e chutou mal).
A Alemanha sentiu a falta de Klose na área, uma referência importante quando o jogo está muito difícil (ele sempre resolve de cabeça). Mas Cacau não decepcionou, embora o time pareça sonegar bolas para ele de propósito às vezes: se mexeu, abriu brechas, tocou, finalizou e quase marcou.
O curioso é que o time da Alemanha terminou a partida em frangalhos, parecia mais cansado do que de costume.

A Austrália chegou muito perto de levar a Oceania até as oitavas de final, mas bobeou no final. O gol de fora da área, de Holman, foi o mais bonito, um golaço de despedida. A Sérvia reagiu no final, e podia até ter mudado o próprio destino. Os jogos começam a se tornar mais emocionantes.
Os próximos confrontos, entre Estados Unidos X Gana e Inglaterra X Alemanha, têm Estados Unidos e Alemanha como favoritos, pelo que mostraram até agora.
O futebol dos americanos está mais consistente e equilibrado que o de Gana, que tem habilidade mas sofre da famosa síndrome da finalização deficiente dos africanos. Além do mais, os americanos estão imbuídos daquele espírito de orgulho nacional que dá um gás a mais numa partida decisiva – sua classificação sofrida, o gol que lhes foi roubado, tudo isso conta para aumentar a união dos jogadores.
A Inglaterra tem um time sem um cérebro (nem Lampard nem Gerrard assumiram essa função). Não faz lançamentos longos (sentem falta de Beckham) e chega sem velocidade à intermediária do adversário. Dificilmente passa pela Alemanha.

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