As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

PALERMO VIEJO

Jotabê Medeiros

22 de junho de 2010 | 18h57

Martín Palermo estreou numa Copa do Mundo hoje marcando um gol. Tinha pouco mais de 5 minutos para tentar tal feito. É um artilheiro de respeito, aos 36 anos. Com a camisa do Boca grudada em si, como uma segunda pele, continua atazanando defesas na América do Sul, mas Diego Maradona o colocou como regra 4 no ataque, depois de Tevez , Higuaín e Diego Milito.
Sua marca mais famosa, lembrou alguém, era negativa: perdeu três pênaltis numa única partida.
Foi na Copa América de 1999, contra a Colômbia. Primeiro, chutou no travessão. Em seguida, chutou para fora. Na terceira penalidade, o goleiro Callero defendeu. A Argentina perdeu o jogo, válido pela primeira fase da Copa América, por 3 a 0.
Hoje, entrou no lugar de Diego Milito, que tentou muitas vezes mas parece um goleador triste, incapaz de alegrar-se jogando.
Palermo é o contrário: extrovertido, malandro, experiente. Entrou e deixou sua marca.
Maradona mudou sete posições na Argentina que enfrentou a Grécia.
O gol que Palermo marcou hoje, com a perna direita (sua perna ruim), lhe dá um lugar de destaque na galeria de goleadores argentinos. Se a Argentina seguir, passar por México e pelos outros dois adversários até a final, ele poderá encerrar a carreira com o título que faltava.

Verón foi o destaque, em minha opinião, nesse jogo difícil contra a Grécia. Tocou a bola, fez catimba, deu cotovelada e destruiu os claudicantes avanços do time grego. Apesar da idade, é o verdadeiro cérebro do time da Argentina – Messi é craque, mas fustiga os adversários na entrada da área, e não está sendo o grande armador que se esperava (embora tenha sido seu o passe para o gol de Palermo).

Tudo o que sabemos sobre:

Copa 2010

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.