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Pato na água

Luiz Zanin Oricchio

01 de março de 2007 | 10h59

É uma beleza ver o Alexandre Pato jogar. Dribla, lança, marca gols, joga com a cabeça erguida, deve ter um grande futuro. Ontem, na vitória do Internacional sobre o Emelec, foi um destaque. Colocou como quis uma bola na cabeça do Índio para ele marcar. E, ele próprio marcou um gol que é uma pintura. Nas entrevistas, porém, só fala frases feitas. Não se extrai uma palavra de útil do menino, nada de espontâneo. Me lembro do começo do Robinho, quando ele dava declarações engraçadas, irreverentes, criativas, próprias da sua idade. Logo depois caiu na rotina do discurso pronto, evidentemente decorado da cartilha dos empresários. Tudo fica chato muito rápido no chamado “futebol negócio”. Os jovens envelhecem cedo demais.

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