As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Precisa-se de um meio-campista armador

miltonpazzi

20 de janeiro de 2008 | 23h15

Corinthians, Palmeiras e Santos foram vítimas neste fim de semana da falta (ou da presença no time adversário) de um meio-campista armador entre seus titulares. Esse tipo de jogador foi o personagem das rodadas pelos campeonatos estaduais e até mesmo em outros torneios ou esportes. Se a maioria dos que temos nascidos no Brasil estivessem atuando por aqui, talvez o tom deste artigo fosse outro.

No clássico da Vila Belmiro, o empate sem gols entre santistas e palmeirenses foi justo. Pouco criaram e fizeram um jogo corrido, mas muito preso [claro, a chuva intensa colaborou], com muitas faltas.

Mostrou a Vanderlei Luxemburgo que não dá para depender só de Valdívia, um meio-campista que ainda não vi, até hoje, qualidade para justificar uma fama de ídolo que o circunda. E mesmo a braçadeira de capitão não o acalma, vide a irritação com a marcação cerrada de Adriano, que não pareceu desleal em momento algum, no jogo. Por causa disso, Alex Mineiro nem viu a bola.

Já no Santos, nem há muito o que cobrar do técnico Emerson Leão. Além dos desfalques de Kleber e Rodrigo Souto, o time não tem quem crie jogadas. As duas equipes podem melhorar sim, tem uma base formada e falham pouco. E refletem a falta que faz esse tipo de jogador, pois num lance isolado ele poderia decidir o jogo e compensar a falta de tempo para ensaiar e treinar jogadas.

No Corinthians, o problema existe de dois lados. O técnico Mano Menezes tem Acosta e Marcel para a função, mas ambos se atrapalharam muito contra o São Caetano. Mostraram que não são exatamente o ideal para a função pelo esquema do time. E perdeu feio em Mogi-Mirim por 3 a 1 para o São Caetano porque Douglas, que é o meio-campista armador do time azul, jogou muito.

Fez o torcedor corintiano imaginar como seria com ele em seu time. Esse é o mesmo jogador que se destacou na decisão do ano passado contra o Santos e me pergunto como continua por lá. Uma resposta para os próximos posts. Quem contratá-lo pode ter a esperança de que encontrará um meio-campista armador com as características ofensivas que todos precisam. Se vai dar certo, é outra história.

Este nem precisa do seu armador
O New England Patriots vai à decisão do Superbowl após a vitória por 21 a 12 sobre o San Diego Charges e nem precisou que seu quaterback (uma espécie de armador do time), o MVP Tom Brady, jogasse bem. São 18 vitórias em 18 jogos, a melhor campanha da história. O time joga muito e tem tudo para ser campeão no dia 3 de fevereiro.

Estes precisam de um organizador
Nem bem começaram os campeonatos e já caíram dois técnicos: Ademir Fonseca, do América-RJ, e José Carlos Fescina, no Noroeste. Este saiu culpando as viúvas de Bauru, entre elas um radialista da cidade. No ar, ao vivo, o repórter perguntou quem seriam essas pessoas e ele foi direto: “Uma delas é você, que ficou falando mal de mim e torcia pela minha demissão”, em depoimento registrado no site Futebol Interior. Os novos comandantes devem ser anunciados nesta segunda.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.