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Quando política e religião se misturam

Eliana Silva de Souza

21 de setembro de 2006 | 14h10

O partido ortodoxo israelense Shas, que faz parte da coalizão do premiê Ehud Olmert, pediu que o goleiro Dudu Aouate seja banido da seleção de Israel se cumprir a promessa de defender o Deportivo La Coruña no jogo contra a Real Sociedad, marcado para o dia 1.º de outubro, no mesmo dia do Yom Kippur, o Dia do Perdão, uma das principais datas do calendário judaico.

“A seleção nacional representa o Estado de Isreal, e quem joga no Yom Kippur atropela os valores do povo judeu e não pode representar Israel”, disse o deputado Iaacov Margui, membro do partido, em carta ao presidente da Federação Israelense de Futebol, Ichie Menahem.

Em Israel, o país pára durante o Yom Kippur, e as pessoas que seguem a religião judaica geralmente fazem jejum. Aouate disse que não pensa em ficar de fora da partida, e garantiu que cumprirá o jejum nas 24 horas seguintes ao jogo. Outros jogadores israelenses costumam colocar em seus contratos uma cláusula que os impede de jogar no dia do Yom Kippur.

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