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‘Queimar’ jornalistas: a especialidade do Paulistão

miltonpazzi

21 de fevereiro de 2008 | 01h56

Bem, ao que parece, começo a entrar para o hall dos jornalistas “pés-frios”, já que elogiei a Ponte Preta e o Palmeiras ao final da nona rodada e eis que ambos me decepcionaram na 10.ª rodada do Paulistão.

A Ponte Preta pode até usar como desculpa a expulsão do jogador Bilica, logo no começo do primeiro tempo. Muitos irão dizer que a culpa é do árbitro Anselmo da Costa, que realmente tem laços familiares na cidade de Campinas e, pelo que sei, não são ponte-pretanos, mas isto é desculpa de mau perdedor. Time que deseja chegar ao título do Campeonato Paulista não pode sonhar em perder fora de casa por 2 a 0 para o Barueri. Bem, o jogo de domingo contra o Corinthians será a prova; se vencer, adeus rótulo de “cavalo paraguaio”; se perder, o rótulo continuará sendo utilizado pela maioria dos jornalistas, e a torcida não poderá reclamar.

Agora, o quem realmente queimou minha língua foi o Palmeiras. Estava crente que a equipe venceria com certa facilidade o Rio Claro, uma vez que havia demonstrado muita velocidade nas laterais e boa movimentação no meio-campo e ataque. Ledo engano, amigos. O time de Luxemburgo demonstrou isto no primeiro tempo, mas parece que a soberba apareceu no segundo e o Rio Claro mereceu o empate. O Luxa disse que o time ainda vai oscilar…até quando?

Na mesma balada vem o Corinthians, mas com mais regularidade. O jogo contra a Portuguesa foi pior que assistir filme de melodrama – no cinema – quando você queria, na realidade, ver um belo filme de ação com os amigos. Se não fosse o Felipe, a partida passaria desapercebida até pelos torcedores presentes no Morumbi. De qualquer forma, o Corinthians começa a rondar definitivamente o G-4 e mostrar que, no jeito “macho” que Mano descreveu, vai lutar por uma vaga às semifinais.

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