As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Samba no café da manhã

Luiz Zanin Oricchio

14 de junho de 2006 | 05h09

Depois de algumas músicas típicas alemãs, tocou samba no café da manhã do hotel. Pulei quase seis meses em alguns segundos: deixei a Oktoberfest e fui parar no carnaval carioca. E já é a segunda vez que isso acontece.
Talvez o fato se explique por terem passado alguns grupos brasileiros pelo hotel onde estou – um dos sujeitos, especificamente, consigo visualizá-lo conversando com a recepcionista e dizendo “põe esse cd para tocar que é show, vai ser sucesso”. Ou isso ou então falou mais alto a forte identificação com a Alemanha do cantor e compositor Almir Guineto, negro nascido no Morro do Salgueiro, no Rio de Janeiro, e um dos maiores nomes do pagode autêntico.
Seja o que for, fiquei curioso em saber o que um alemão entenderia de alguns trechos da música que estava tocando. O que significaria para eles, por exemplo, “Olha vamos na dança do Caxambu, saravá, jongo, saravá, engoma meu filho que eu quero ver, você rodar até o amanhecer…” Aliás, o que significa isso em português mesmo?

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.