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Santos foi bem, mas falta o matador

Luiz Zanin Oricchio

21 de janeiro de 2007 | 13h53

Está certo que o São Caetano não está em condições de exigir grande coisa dos adversários, mas o Santos teve uma boa atuação na Vila. Ganhou fácil, de 3 a 0, e passeou no segundo tempo, visivelmente se poupando para a maratona de jogos que tem pela frente. Gostei em especial de Antonio Carlos e do lateral Pedro, que não havia me convencido na primeira partida, contra o Barueri. Avança e chuta bem. Vai disputar a posição com Dênis, quando este voltar da contusão. E quanto ao Antonio Carlos, será que todos nós lhe devemos desculpas ou ainda é cedo para dizer que vai ter um bom ano? Confesso que fiquei surpreso com as duas boas atuações, seguidas, mas vamos ver. Zé Roberto jogar bem não é novidade para ninguém. Agora, o Tabata fica sempre aquém das expectativas. Perde um gol fácil, dá um passe legal, se movimenta bem, e perde bolas incríveis, como se estivesse desligado. Uma no cravo, outra na ferradura. Enfim, feitas as contas, Luxemburgo tem razão – jogando no 3-5-2 ou no 4-4-2, o time parece consistente, na média dos grandes brasileiros, inferior talvez apenas ao São Paulo. Não sei se ganha títulos, porque o ataque ainda me parece frágil. Jonas não se mostrou ainda o jogador inspirado de antes da contusão e está improvisado lá na frente. Rende melhor vindo de trás. Fabiano parece lento, inclusive no raciocínio. Pode ser timidez, falta de ritmo, o que for. Vamos conceder a ele o benefício da dúvida. Mas o fato é que o time sente falta de um matador genuíno, lá na frente.

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