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Saudade da Bia

Baldini Wilson

17 de junho de 2006 | 06h49

Estava na estação de Hannover esperando o trem para Frankfurt, quando passa uma senhora com uma menina de um ano aproximadamente no carrinho. A mãe fica brava com o bebê que insiste em tirar o sapatinho. A dona dá uma bronca no bebê, que fica com aquela cara de assustado, e segue empurrando o carrinho na minha direção. Olho para a nenê, faço uma careta. Ela morri de rir. Eu abaixo e faço sinal para ela empurrar o sapato. Ela ri mais ainda e tira o sapato. A mãe vê, ameaça dar uma bronca no bebê, mas fala um monte pra mim. Eu e o bebê morremos de rir. Cinco minutos depois, preocupada com o atraso do trem – novidade na Alemanha – a senhora passa de novo mais simpática. A nenê me vê de novo e dá outra risada. Não agüento e lhe aperto as bochechas. Que gostoso! Não é a mesma coisa da Bia, mas deu para diminuir a saudade.

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