AO VIVO: Brasil enfrenta o México em meio a protestos em Fortaleza
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AO VIVO: Brasil enfrenta o México em meio a protestos em Fortaleza

Estadão Esportes

19 de junho de 2013 | 10h29

O Castelão começa a ter seus assentos ocupados pelo público que irá assistir Brasil x México, jogo que pode selar a classificação brasileira às semifinais da Copa das Confederações. Pelo menos 60 mil torcedores são esperados para a partida.

Antes do jogo,  polícia e manifestantes entraram em confronto nas cercanias do estádio. Houve uso de bombas de efeito moral, balas de borracha, paus, pedras e tijolos. A polícia estima que pelo menos 15 mil manifestantes estejam protestando na BR-116, via que dá acesso ao Castelão.

Nas ruas, entre os gritos de protesto as pessoas pedem “menos Copa, mais escolas”.  Criticam o alto custo para a realização do evento e até mesmo os salários de jogadores.

Como informa o correspondente Jamil Chade, em abril o governo estimava que a Copa teria um custo total de R$25,5 bilhões. Ontem, o secretário-executivo do Ministério dos Esportes, Luis Fernandes, anunciou que, na revisão que o governo fará em julho, o valor subirá para R$ 28 bilhões, um aumento de mais de 10%. Se comparado com previsões de 2011, o valor já é R$ 6 bilhões acima, uma inflação de 27%.

O protesto que se organizou do lado de fora do estádio deverá ser visto também dentro do Castelão. Manifestantes se mobilizam há dias nas redes sociais, pedindo inclusive que a torcida cante o hino de costas para o gramado.

Você pode enviar fotos do que acontece no entorno do estádio e dentro dele. Utilize o Instagram com a hashtag #CastelaoEstadao


15h26

Situação já está normalizada fora do estádio. Dentro dele, a seleção foi bastante aplaudida ao entrar para o aquecimento.

 

15h18
Nas imediações do Castelão, tudo está tranquilo. O mesmo ocorre dentro do estádio, que tem pouco mais de 50% de seus lugares ocupados. Os protestos estão dificultando a chegada dos torcedores ao palco do jogo entre Brasil e México.

15h15
O ex-lateral esquerdo Roberto Carlos, campeão do mundo em 2002, disse há pouco que viu cenas de violência nos arredores do Castelão e lamentou que protestos pacíficos estejam terminando em confrontos. “Sou a favor das manifestações. Mas é uma pena que uma minoria prejudique a maioria”, declarou.

14h35
Os editores Luiz Antônio Prósperi e Robson Morelli comentam sobre o que esperam do segundo jogo do Brasil na Copa das Confederações. Acompanhe:

14h30
Os voluntários que trabalham no Castelão têm muita boa vontade e nenhuma informação. O repórter do Estado passou vários minutos tentando ir do Centro de Imprensa à área onde o público entra no estádio e, mesmo após perguntar para cinco voluntários, não obteve êxito.

14h20
Torcida começa a ocupar os lugares do belíssimo Castelão, que tem capacidade para 65 mil pessoas. Pelo menos 60 mil torcedores são esperados para o jogo.

14h18
Brasil de Neymar enfrenta o México de Chicharito Hernández a partir das 16h. Confira como jogam as equipes e suas principais armas. 

13h58
Não há mais registros de brigas entre PMs e manifestantes. A confirmação é do Cel. Cláudio Mendonça, da PM do Ceará.

13h50
Por conta da confusão, muitos torcedores ficaram retidos nas barreiras policiais mesmo com ingressos. A espera chegou a durar cerca de 20min. A PM começou a liberar o acesso de pequenos grupos por um canto do bloqueio. A situação já está se normalizando.

13h35

Neymar também se manifestou pelas redes sociais sobre os protestos que tomam conta do Brasil e como isso o motiva a entrar em campo e jogar bem. Ele disse que sua forma de levantar a bandeira brasileira é jogando bem contra os mexicanos, italianos e quem mais vier. Veja o que Neymar escreveu nesta quarta-feira:

“Triste por tudo o que está acontecendo no Brasil. Sempre tive fé que não seria necessário chegarmos ao ponto de “ir para as ruas” para exigir melhores condições de transporte, saúde, educação e segurança, isso tudo é OBRIGAÇÃO do governo… Meus pais trabalharam muito para poder oferecer pra mim e pra minha irmã um mínimo de qualidade de vida… Hoje, graças ao sucesso que vocês me proporcionam, poderia parecer demagogia minha – mas não é – levantar a bandeira das manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil. Mas sou BRASILEIRO e amo meu país !! Tenho família e amigos que vivem no Brasil !! Por isso também quero um Brasil mais justo, mais seguro, mais saudável e mais HONESTO !!!! A única forma que tenho de representar e defender o Brasil é dentro de campo, jogando bola… E a partir deste jogo, contra o México, entro em campo inspirado por essa mobilização… TamoJunto”

13h23
Um pequeno grupo que não fazia parte do protesto conseguiu romper a barreira de proteção da PM e a confusão aumentou. Munidos de paus, pedras e tijolos, eles passaram a atacar com violência o policiamento. De acordo com o Cel. João Batista, há oito PMs feridos. O próprio coronel foi atacado com pedras na cabeça e no braço. “Se não fosse o capacete, eu estaria bem ferido”, afirmou à reportagem do Estado.

13h17
Polícia e manifestantes seguem em confronto na BR-116.

13h14
Entulhos, como pedaços de pau e restos de concreto, são vistos ao lado dos portões de acesso da Av. Paulino Rocha.

13h14
Os portões finalmente são abertos.

13h12
Portões seguem fechados no Castelão, e torcida que se aglomera do lado de fora começa a ficar impaciente. Nos portões com acesso pela Av. Paulino Rocha, alguns torcedores vaiam e já há quem ameace sacudir as grades.

13h10
Em sua entrevista na véspera deste jogo contra México, o técnico Felipão disse não temer que a revolta popular de Fortaleza recaia sobre a seleção brasileira. Felipão foi muito feliz ao dizer que “a seleção é do povo” e que todos os seus jogadores e membros da comissão técnica também “são povo.” Com isso ele tenta fazer com que seu time não sofra perseguição ou mesmo que o torcedor deixa de apoiar a equipe na Copa das Confederações. Até o jogo do Japão, a torcida sempre esteve com a seleção. Até agora no manifesto de quase 50 mil pessoas em Fortaleza, nenhuma associação à seleção é feita.

13h05
Previsto para abrir às 13h, os portões do Castelão seguem fechados. Há milhares de torcedores do lado de fora esperando para entrar no estádio, a maioria trajando camisetas amarelas. A situação é pacífica.

13h01
Táxis que levam torcedores ao estádio são obrigados a deixá-los a cerca de 2km do Castelão. Num dos bloqueios, na Av. Castelo Castro, a própria PM informa torcedores e integrantes da imprensa que “não pode garantir a segurança” daquele ponto até o local do jogo.

12h54
A seleção brasileira deixa o hotel Marina Park em direção ao Castelão. O ônibus do Brasil passará bem próximo dos manifestantes que se reúnem na BR 116. Batedores farão a escolta fortemente armado. A ordem do comando do policiamento é fazer com que o time chegue ao estádio sem sobressaltos. Estudantes estão se dirigindo Pa BR 116 a fim de impedir o trânsito e, consequentemente, a chegada das delegações de Brasil e México ao Castelão. A polícia está atenta e não economiza nos lançamentos de bombas de gás lacrimogêneo para afastar os manifestantes.

12h50
O Cel. Cláudio Mendonça, da PM do Ceará, diz que “a polícia vai recuar até que der”.  A situação pode piorar.

12h48
Novo confronto entre manifestantes e PMs.  Bombas de efeito moral e balas de borracha são utilizadas pela PM. Pequenos grupos de manifestantes atacam a barreira policial e recuam. Na sequência, outro grupos passam a atacar.

12h37
Os ânimos começam a esfriar. Confronto entre PMs e manifestantes diminui.

12h35
Quem chega ao local para assistir à partida através dos ônibus “oficiais” não está passando pela manifestação, mas precisa caminhar pelo menos dois quilômetros debaixo de uam temperatura de 35ºC.

12h34
Torcida –
A quantidade de torcedores chegando ao Castelão aumentou bem nos últimos minutos. Os ônibus chegam lotados até a última barreira permita na Avenida Paulino Rocha, onde todos descem e seguem em direção ao estádio. São dois quilômetros de caminhada debaixo de sol. Pelo caminho, há várias barracas dos patrocinadores da Copa, como a Coca-Cola, para uma rápida paradinha. Há muitas mulheres, boa parte de cara pintada. Os voluntários orientam o público na chegada. Não há confusão. A polícia faz rondas no local.

12h26
Manifestantes e PM entram em confronto. Polícia faz uso bombas de efeito moral, as pessoas que protestam revidam com pedras.

12h17
Ambulantes são vistos nos semáforos no trajeto ao estádio. Eles vendem bandeiras e cornetas – que ninguém compra, já que a Fifa proíbe acesso de instrumentos musicais nos estádios.

12h08
Seleção – O local reservado para a saída do ônibus da seleção, no hotel Marina Park, está fortemente protegido e vigiado pela segurança. Cerca de 40 pessoas, na maioria adolescentes, começam a se aglomerar no local para tentar ver os jogadores. Eles se protegem do sol forte debaixo de árvores.

12h05
Taxistas que fazem ponto em hotéis da cidade, como o Oasis Atlântico e o Marina Park, estão dizendo abertamente que vão trabalhar hoje sem o uso do taxímetro. Vão cobrar o que acharem conveniente nas corridas para o local do jogo entre Brasil e México. Um deles contou ao Blog que acertou o preço com um grupo de quatro torcedores. Vai cobrar 300,00 para levá-los ao Castelão, esperá-los e trazê-los de volta.

12h03
Seleção –
Bebida à vontade é servida neste momento a 154 convidados da Johnson&Johnson, uma das patrocinadoras da Fifa, numa área reservada no Hotel Marina Park. Há mexicanos no grupo. Eles bebem chope. O convívio com os brasileiros é cordial. Alguns gritos mais exaltados a favor de Brasil e México já podem ser ouvidos após curtos intervalos. O coquetel começou faz mais de uma hora. “O grupo chegou tímido, agora já está bem alegre”, contou uma funcionária da empresa.

11h55
Avenida Alverto Craveiro, entre o viaduto do aeroporto e viaduto da BR-116, está fechada, tomadas por manifestantes. A polícia estima que 15 mil pessoas estão no movimento. A avenida de acesso ao aeroporto também está fechada, nos dois sentidos.

11h51
Grupo de manifestantes acaba de chegar diante da polícia montada e do Batalhão  de Choque. Por enquanto o movimento é pacífico, sem nenhum tipo de confronto. Manifestação fecha uma das pistas da BR-116.

11h42
Seleção – A saída da delegação do local para o Castelão estava prevista para às 14h, mas deve ser antecipada por causa dos protestos.

11h40
Seleção – Nenhum jogador circulou pelo saguão do Hotel Marina Park pela manhã de hoje, nem mesmo nenhum integrante da comissão técnica, segundo relato do capitão porteiro José Edson, funcionário há mais de 20 anos do hotel. Mesmo assim, vários hóspedes permanecem no local na expectativa de um contato com os atletas. Isso, porém, é pouco provável. O ônibus da delegação vai sair por outra ala do hotel, sem contato com o público.

11h33
Seleção – O saguão do Hotel Marina Park, onde se hospeda a seleção brasileira na capital cearense, está repleto de convidados dos patrocinadores oficiais da Confederação Brasileira de Futebol. Aguns estão seguindo de ônibus neste momento para um restaurante nas proximidades do hotel. Logo depois do almoço, vão para o Castelão. Muitos não usam a camisa amarela da seleção e sim a camisa que identifica o patrocinador.

11h21
Mesmo com a proibição da Fifa, moradores que moram a cerca de 1 km do estádio – portanto, já na área de acesso restrito – começam a instalar isopores para a venda de refrigerantes, água e cerveja.

1107
Manifestação vai ganhando corpo. Gritos de quem protesta é de “Fora Dilma”, “O gigante acordou”, “Brasil, presta atenção”, “O salário de Neymar vale mais que a educação”, dentre outros.

11h05
Um grande congestionamento começa a se formar nas vias de acesso ao estádio. Motoristas precisam deixar seus veículos a cerca de dois quilômetros e seguir a pé ao Castelão.

11h02
Ônibus lotados de manifestantes começam a se dirigir em direção ao estádio do Castelão. A reportagem avistou um em que as pessoas gritavam palavras de ordem, soavam apitos e ostentavam cartazes. Um dos cartazes pede Menos Copa, mais escolas, menos jogos, mais educação.

11h
Dois pontos de Fortaleza em que sairiam ônibus para transporte de passageiros com ingressos para o jogo não estão funcionando. Alguns torcedores chegam ao local – um no supermercado Extra, outro na estação Parangaba – e não encontram o transporte.

10h58

O  juiz Francisco Pontes de Vasconcellos, da 2º Vara da Fazenda Pública, negou pedido de liminar do Ministério Público do Ceará, que pedia a liberação das vias do entorno do estádio para circulação normal de pessoas e veículos. A área é interditada a pedido da Fifa em todos os estádios-sede.
10h46

Mesmo com os transtornos provocados pelo trânsito interrompido pela manifestação, motoristas ouvidos pela reportagem do Estado aprovam o protesto. Houve quem se desculpasse por não poder participar.

10h40
Cerca de 2 mil pessoas protestam na BR-116, nas proximidades do estádio. Muitos estão de cara pintada e carregando bandeiras e cartazes. O clima da manifestação é pacífico.

10h30
Bom dia! Começamos agora a cobertura em tempo real do segundo jogo do Brasil na Copa das Confederações. Nossos enviados especiais Alex Silva, Almir Leite, Fernando Faro, Nilton Fukuda, Robson Morelli, Silvio Barsetti e Mateus Silva Alves já estão nos arredores do Castelão para trazer informações de tudo que antecede a Brasil x México, jogo que pode garantir a classificação antecipada de nossa seleção às semifinais da competição.

Além da bola rolando, a expectativa é de que o dia seja marcado por protestos em Fortaleza. Pelas redes sociais, torcedores pedem que quem for ao estádio cante o hino nacional de costas para o campo. Até a polícia promete protestar.

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