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Liberou geral

Luiz Zanin Oricchio

31 de março de 2007 | 10h20

Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar a diretoria palmeirense pela conquista do título mundial interclubes de 1951. Mas já aproveito para mandar parabéns antecipados para diretores e torcedores do Fluminense e do Vasco da Gama. Como o Flu conquistou a Taça Rio de 1952 e o Vasco o torneio Rivadavia Corrêa Meyer, que substituiu a Taça Rio em 1953, não demora também serão proclamados campeões mundiais pela FIFA. É uma questão de justiça, tempo e lobby correto. Quem aí ficou sem título mundial? Botafogo, Atlético Mineiro, Sport do Recife, Bahia? Corram aos arquivos, pesquisem, remexam papéis velhos. Ânimo: pequisa dá trabalho, mas sempre será mais fácil que enfrentar uma pedreira como a Libertadores e depois ainda ter de jogar no outro lado do mundo contra um Liverpool ou um Barcelona. De algum torneio internacional o time de vocês, em alguma época deste século e tanto de futebol, deve ter participado, e talvez vencido. Vão lá, que a FIFA reconhece.

Já que estou dando parabéns, aproveito para cumprimentar Romário pelos mil gols, contabilidade que inclui os do seu tempo de amador. Eis que a sábia revisão de cálculos criou uma fonte inesgotável de artilheiros estelares. Outro dia ouvi uma entrevista com Túlio Maravilha na qual ele afirmava ter mais de 700 gols, mas como Romário havia incluído os da fase amadora, ele também, Túlio, se sentia à vontade para refazer a sua matemática. Na nova contabilidade, Túlio já teria 800 e tantos. Como pretende jogar mais três anos, os mil são já uma possibilidade concreta. Dizem que o Lulinha, que ainda nem estreou no profissional do Corinthians, já teria mais de 160. Chega aos mil fácil, fácil.

Enfim, com a elasticidade dos critérios, democratizaram-se as conquistas. Liberou geral e todo mundo pode ser feliz.

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