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Tribunal usa bom senso e absolve Neymar

Luiz Zanin Oricchio

25 de setembro de 2010 | 09h22

Felizmente a Justiça Desportiva pôs fim à sanha punitiva que se abateu sobre Neymar ao absolvê-lo de uma acusação mínima. Dado o clima criado nos últimos dias, temia-se pelo pior. Nesse caso, o Tribunal manteve o bom senso que tem faltado a boa parte da sociedade.

Que Neymar errou feio, ninguém discute. Errou, mas o caso poderia se revolver de outra forma. O desfecho foi péssimo, com a demissão de Dorival Júnior.

Mano Menezes poderia ter sido um ponto de equilíbrio. Não havia por que tirar o jogador da lista de convocados. Poderia ter chamado o garoto para a seleção e o levado a um papo particular. Do tipo: “Você fez aquilo uma única vez na vida; na segunda, está perdido.” O garoto teria sido corrigido e Mano cresceria no episódio. Agiu de forma rancorosa e corporativa. Isso não é educação. É vingança.

Com esse fim de novela, a intolerância em relação a Neymar aumentou. Basta uma olhada em blogs e sites para conferir o furor punitivo das pessoas. Houve quem dissesse que, caso não fosse castigado com severidade, Neymar se tornaria um novo Bruno, o ex-goleiro do Flamengo. Para aproximar um caso do outro é preciso ter perdido por completo qualquer senso de proporção. A fúria enlouquece, assim como a inveja e a frustração.

Passou da hora de se colocar uma pedra sobre o caso. Que Neymar aprenda a lição e volte a jogar como sabe. E que as pessoas cuidem do ressentimento de outra forma. Talvez elegendo um novo bode expiatório.

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