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Ufa! e a Espanha é campeã

Luiz Zanin Oricchio

11 de julho de 2010 | 18h10

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Foi suado mas a Espanha chegou ao seu primeiro título mundial. O gol de Iniesta aos 10′ do segundo tempo da prorrogação evitou que mais uma decisão de Copa do Mundo fosse para os pênaltis. É bom para o futebol que tenha sido assim. Pênalti não é loteria mas é muito cruel.

Foi um jogo de muita tensão e pouco futebol nesta final da Copa da África do Sul que dá à Espanha o seu primeiro título em Copas do Mundo. Jogo de muita marcação, faltoso, de pouca criatividade de parte a parte. Alguns poucos lances de gol foram criados, mas desperdiçados pelos atacantes. Parecia que os jogadores tinham medo de decidir na hora agá.

Na verdade, para nós que vimos a festa de fora, foi um jogo muito igual em termos de  chances, com dois estilos diferentes se afrontando, mas com os dois times pouco inspirados, talvez meio travados pelo peso da decisão. Num lance isolado, a Espanha leva o título. E a Holanda é tri-vice, título que não convém a ninguém. Já virou tabu.

Venceu a equipe mais técnica, mas com um pobre saldo de gols – apenas oito marcados em sete jogos. É um rendimento baixo, de uma equipe que valoriza a posse de bola acima de tudo, mas carece de verticalidade e finalização. Isso precisa ser dito.

Mas vejo a festa em Madri e esqueço detalhes técnicos: me felicito com este povo, que ama o futebol como poucos. Depois precisaríamos refletir sobre o tipo de jogo que esta seleção se propõe, mas isso fica para mais tarde. O momento é para dar os parabéns. E, como brasileiros, abaixar a cabeça e pensar no futebol ridículo que apresentamos nesta Copa.

Precisamos tirar o chapéu para quem jogou bola.

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