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Um verdadeiro circo

Eliana Souza

12 Janeiro 2007 | 20h29

A leitura do noticiário sobre o atacante Nilmar deve despertar no torcedor de Corinthians a vontade de ir até a loja de fantasias mais próxima e comprar, no mínimo, um nariz vermelho. Porque é uma verdadeira palhaçada o que estão fazendo com os corintianos todos os envolvidos no caso: não apenas a diretoria do Corinthians e a omissa MSI, mas também o jogador e seus representantes, o advogado Breno Tannuri e o procurador Orlando da Hora.

Não há outra palavra para descrever o que o Corinthians fez ao dizer uma coisa na Fifa, para se livrar da dívida com o Lyon, e outra na Justiça do Trabalho brasileira, para garantir a permanência do jogador. Palhaçada que começou com a “pendura” de 8 milhões de euros com o Lyon, pela transferência em definitivo do jogador, dinheiro que a MSI prometeu pagar e depois desistiu, quando Nilmar sofreu a lesão no joelho. E que prossegue nos R$ 3,5 milhões de luvas atrasadas, valor que Nilmar exige receber para se reapresentar.

Mas também não deixa de ser palhaçada a decisão de tirar Nilmar da concentração em Jarinu, de uma hora para outra, depois que o jogador se apresentou, treinou, disputou coletivos e falou como atleta do clube. Ele e seus representantes poderiam ter agido de outra forma, evitando, por exemplo, despertar nos torcedores a esperança de vê-lo em campo novamente com a camisa 9 alvinegra.

Uma história cheia de informações complexas, contradições e cifras de sete dígitos, na qual ninguém tem 100% de razão e cujo grande prejudicado é o torcedor corintiano, que, além de ver seu time desfalcado dentro de campo para o Paulistão que se aproxima, mais uma vez fica pasmo ao ver a confusão armada dentro dos portões do Parque São Jorge. Haja fidelidade.