As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Uma França sem alma e sem luz

Colégio Ofélia

22 de junho de 2010 | 12h54

cronicas.gif
Melancólica, triste, vergonhosa … Adjetivos não faltam para qualificar a participação da França na Copa de 2010. Campeã mundial em 1998, vice em 2006, uma seleção sem o brilho da geração de Zidane, mas com jogadores consagrados, deu na África do Sul um grande vexame. No início, imaginava-se que o fundo do poço havia sido a classificação com um gol irregular nas eliminatórias. Mas os franceses conseguiram mergulhar numa crise tão profunda que obrigou até o governo do presidente Nicolas Sarkozy a se envolver.

A França deixa a Copa da África do Sul sem vitória e com apenas um gol marcado. Anelka foi dispensado no meio do caminho por indisciplina. Comissão técnica e jogadores nunca falaram a mesma língua. Contra a África do Sul, os jogadores davam a impressão de cumprir um último e aborrecido compromisso antes de tomar o rumo do aeroporto. No banco, Raymond Domenech, impassível e impotente, via a equipe ser envolvida por um adversário tecnicamente fraco, mas com apetite.

E entusiasmo foi o bastante para a África do Sul fazer 2 a 0 no primeiro tempo. O primeiro, de Khumalo, aos 20, com ajuda do goleiro Hugo Lloris, que falhou ao tentar interceptar cruzamento em cobrança de escanteio. Cinco minutos depois, Gourcuff foi expulso ao dar uma cotovelada no adversário em disputa de bola pelo alto. O mergulho francês no abismo continuava. Aos 37, a seleção de Carlos Alberto Parreira fez 2 a 0 com Mphela, numa falha coletiva da defesa francesa.

Veio o segundo tempo e a única motivação era da África do Sul. Com o Uruguai vencendo o México por 1 a 0, o time sul-africano precisava de mais dois gols para conseguir o milagre da classificação. Que não se consumou. Num raro lampejo, a França acertou um contra-ataque, Ribéry recebeu na direita e cruzou para Florent Malouda dominuir.: 2 a 1. França e África do Sul morreram abraçados, conforme o esperado. Deu Uruguai e México no grupo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.