Uma imagem que não vale nada, no Tribunal
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Uma imagem que não vale nada, no Tribunal

miltonpazzi

25 de março de 2008 | 10h05

A punição de três jogos para o atacante Kleber, do Palmeiras, pela cotovelada em André Dias no clássico Palmeiras 4 x 1 São Paulo na semana passada, é algo que serve de lição. De como existem avaliações totalmente levadas pelo momento. E como a imagem é tudo para todos, menos para os nossos juristas.

É duro ver as declarações do atacante na saída do TJD de São Paulo. “Estou muito chateado, triste, são três jogos importantes. Temos de jogar de mãos atadas”(!). Oras, o que tem de se fazer é não querer ganhar na porrada, simples. E se não quer admitir que fez o que não devia, é melhor ficar quieto.

Abriu-se um precedente perigoso. Aliás, mais um. Típico da Justiça brasileira e de muitos outros países, onde a vitória em um processo se deve pela interpretação de falhas da lei, e não pelo simples fato. No futebol, sou cada vez mais favorável ao modelo europeu, de comissões de penas. Simples. Fez o que não devia, é punido e pronto, igual para todo mundo.

Ou você vai discutir com as imagens? Tem os exemplos abaixo que renderam punições aos seus autores. Todos lances de jogos, motivados, com certeza, por reação a algum lance anterior. Isso é coisa de jogo sim, como dizem, mas não se deve fazer. E se fizer, por favor, é melhor não discutir. Para não passar por mentiroso.

Kleber e a cotovelada em André Dias

Lenilson e André Oliveira, do Santos

Lenilson pegou 120 dias por essa. E uso esse exemplo só por ser o mais palpável, mais recente e mais visível. E nem é preciso entrar no mérito do lance Jorge Wagner x Valdívia. Também é simples: agrediu, tem de punir o são-paulino. Aguardemos.

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