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Viola: o artilheiro caseiro?

Ricardo Lombardi

12 de março de 2007 | 17h38

Irreverente e muitas vezes também polêmico, o atacante Viola, de 38 anos, vem se destacando no Campeonato Mineiro do Módulo 2. Um dos principais jogadores do Uberlândia, o atacante marcou dois gols na vitória por 4 a 2 de sua equipe contra o Valério Doce, no último domingo, mas foi expulso pela segunda vez na competição.

Coincidência ao não, por conta dos dois cartões vermelhos em dois jogos, Viola só atuou pelo clube mineiro jogando em casa. A primeira expulsão acontece no dia 25 de fevereiro, quando o Uberlândia bateu o Extrema por 4 a 0. Em ambas partidas o atacante foi expulso por colocar a mão na bola. Aliás, nos dois jogos em que jogou fora de casa, o Uberlândia perdeu ambos.

Artilheiro do Campeonato Paulista de 1993 pelo Corinthians, do Brasileirão de 1998 pelo Santos, além de campeão paulista duas vezes, da Copa do Brasil (os três pelo com o Corinthians); da Conmebol (com o Santos); de um Rio-São Paulo, uma Mercosul e uma Copa João Havelange (com o Vasco), o veterano atacante também foi tetracampeão do mundo com a seleção brasileira em 1994.

Mas tanto os gols e títulos, quanto as polêmicas, fizeram parte do currículo de Viola. Um exemplo foi a vitória do Corinthians por 1 a 0 no jogo de ida da final do Paulista de 1993, que ficou marcado como o ‘gol porco’, quando o atacante comemorou imitando o ‘mascote’ palmeirense e na época virou o ‘inimigo n.º1’ da torcida alviverde.

Porém, a última confusão em que o atacante se meteu foi muito mais grave. No dia 1.º de janeiro de 2006, o jogador – que estava fechando contrato com o Juventus para disputar o Paulista daquele ano – foi preso por porte ilegal de arma. Foi solto pouco depois e desde o episódio vem jogando em equipes pequenas pelo Brasil.

Procurado pelo Portal Estadão, Viola não quis comentar o caso das expulsões em Minas.

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