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Yes, we can

Colégio Ofélia

23 de junho de 2010 | 13h02

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Bill Clinton na tribuna, num papo animado com Joseph Blatter, presidente da Fifa, foi dar uma força. A torcida americana também compareceu. Em campo, 11 jogadores aplicados. Na rodada do tudo ou nada, os Estados Unidos buscavam a classificação contra uma Argélia que não viu a cor das redes na África do Sul. Quando tudo parecia perdido, a esquadra de Bob Bradley triunfou. Com um gol de Donovan aos 45 do segundo tempo, os americanos fizeram 1 a 0 e a festa em Pretória.

A seleção argelina é uma espécie de França B. Ou C. Dezessete de seus 23 jogadores nasceram lá. Como vários times nesta Copa, defende-se razoavelmente, mas não tem talento para o ataque. Depois da derrota para a Eslovênia e o empate com a Inglaterra, o time partiu para o ataque no início do jogo. Mandou uma bola no travessão logo aos 5 minutos, deu a impressão de que estava decidido a vencer, mas depois de alguns contra-ataques achou mais prudente  não se expor.

Prejudicados pela arbitragem no jogo contra a Eslovênia, os Estados Unidos ficaram de novo com a pulga atrás da orelha. Aos 20 minutos, Dempsey estava na mesma linha do zagueiro quando recebeu a bola na pequena área e tocou para o gol. O bandeirinha apontou impedimento. Se houve mesmo impedimento, foi milimétrico.

Fim do primeiro tempo e o empate não servia a nenhum dos dois, porque a Inglaterra vencia a Eslovênia. Aos 11 do segundo tempo, os Estados Unidos tiveram sua melhor chance. Dempsey recebeu de frente para o gol e tirou do goleiro, mas a bola bateu na trave. O rebote caiu em seus pés e ele chutou para fora. Aos 33, em cobrança de falta, o goleiro argelino fez boa defesa. Tudo levava a crer que os dois times morreriam abraçados, mas os Estados Unidos foram premiados com um contra-ataque certeiro aos 45 do segundo tempo. Depois dessa, o soccer vai ganhar mais adeptous por lá.

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