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ZICO-SAN

Jotabê Medeiros

24 de junho de 2010 | 17h32

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Quem foi que ensinou esses japoneses a bater falta?
Zico, é claro, respondeu um colega, sem pestanejar.
Com dois gols de bola parada no primeiro tempo, o Japão deu um ippon na Dinamarca. Foi uma desvantagem muito rápida e desconcertante, e a Dinamarca não teve forças para reagir.
É a segunda seleção asiática a chegar às oitavas de final (a outra é a Coreia do Sul) e a de melhor qualidade.
O primeiro gol, de Honda, parece ter sido acidental – ele queria cruzar, na verdade.
O segundo, de Endo, foi um golaço. Ele bateu por fora da barreira, com curva, ao melhor estilo Marcelinho Carioca ou Zico.
Depois disso, foi a zaga japonesa que garantiu o resultado, levando a Dinamarca desesperadamente ao ataque.
O nipo-brasileiro Marcus Tulio Tanaka se saiu muito bem no miolo de zaga, tirando tudo pelo alto com seu 1m85 (a altura média do time japonês é de 1m75).
Tomasson, na Dinamarca, era o solitário tentando igualar o placar, mas não estava mole. No final, os 3X1 premiaram a seleção mais aplicada e talentosa (jogadores que batem faltas com qualidade era algo que ainda estava faltando nessa Copa).

O goleiro Eiji Kawashima quase se recompôs do frango que tomou defendendo um pênalti, mas no final foi vazado.
A melhor posição do Japão até hoje foi um 9º lugar, em 2002. Pode ir mais longe dessa vez.
Sayonara, vikings!
Orraiô, Japão!

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