Adriana Araújo ultrapassa peso da categoria. Responsabilidade não é só dela

Adriana Araújo ultrapassa peso da categoria. Responsabilidade não é só dela

Medalhista de bronze em Londres-2012 jamais foi lembrada por imprensa, patrocinadores ou dirigentes. Ela tem boa parcela da culpa, mas não está sozinha

Wilson Baldini Jr.

03 de outubro de 2020 | 16h22

 

Adriana Araújo cometeu um grande erro, neste sábado, ao subir na balança e não acusar o peso limite na categoria dos superleves e, desta forma, perder a chance de conquistar o título mundial, neste domingo, em Londres, diante da britânica Chantelle Cameron.

Mas Adriana não é a única culpada deste fracasso. A falha precisa ser dividida com todo o esporte brasileiro. Medalhista de bronze em Londres-2012, a boxeadora jamais foi lembrada por imprensa, patrocinadores ou dirigentes. Durante oito anos só fez seis lutas profissionais e, sem apoio, precisou fazer de tudo um pouco para sobreviver.

Criticar simplesmente é muito fácil. Lógico que foi um duro “golpe” na nobre arte nacional perder a chance de disputar um título do Conselho Mundial de Boxe, principal organização internacional, mas não se pode deixar de analisar a vida que Adriana teve e o que passou fora dos ringues.

Ela perdeu a grande chance de sua vida? Sim. Mas o boxe brasileiro também. Todos que vivem do boxe. Por pensarem de modo egoísta. E também aqueles que, por inveja, agora crucificam a atleta.

 

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