Anthony Joshua pode ter bíceps grandes. E você? Professor Laercio explica

Anthony Joshua pode ter bíceps grandes. E você? Professor Laercio explica

Especialista alerta para os perigos do excesso de exercício físico. Para ser um craque no boxe não é preciso ter um físico exagerado

Wilson Baldini Jr.

04 de dezembro de 2017 | 23h27

Crédito: Anthony Joshua-Reprodução Twitter

 

Na história do boxe, grandes campeões não possuíam físicos exagerados. Todos, lógico, eram fortes, mas dentro de seus limites de peso. Sugar Ray Robinson, Roberto Duran, Eder Jofre, Sugar Ray Leonard são alguns dos exemplos.

O campeão peso pesado britânico Anthony Joshua impressiona pelo físico extremamente trabalhado a cada apariçãoo nas redes sociais ou em suas lutas.

Fui buscar um especialista para saber se o exagero na busca de um físico “bonito” pode fazer mal. Com a palavra, o professor de Educação Física Laércio Bertanha.

POR QUE UM BÍCEPS TÃO GRANDE?

O corpo humano é composto aproximadamente de 206 ossos e 600 músculos.

Obviamente que diante de tantos músculos a estética social elegeu alguns como fundamentais no que diz respeito a cultura dos padrões de beleza atuais.

Braços fortes, pernas e peitorais gigantescos e glúteos que influenciam até mesmo na indústria de roupas.

Os músculos são fundamentais para a proteção do nosso esqueleto, que por sua vez conduz toda essa massa muscular com muita dedicação.

No entanto, não podemos esquecer que nosso aparelho locomotor é composto de articulações extremamente frágeis e sofisticadas, que quando submetidas a esforços extenuantes correm o risco até mesmo de romper.

A medicina esportiva e os demais segmentos ligados à preparação física fazem seu papel de maneira competente quando o assunto são os atletas de alto rendimento, enquanto a grande maioria das pessoas arrisca-se diariamente em rotinas de exercícios de musculação sem conhecerem os verdadeiros riscos de treinamentos sem acompanhamento adequado.

Lembre-se para termos músculos saudáveis precisamos conhecer nossos limites e adequá-los ao nosso esqueleto.

Procure um profissional e respeite os seus limites.

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