Até quando as mulheres não poderão representar Cuba no boxe?

Até quando as mulheres não poderão representar Cuba no boxe?

Machismo impede que moças aumentem a lista de conquistas do país na nobre arte. São 37 medalhas de ouro olímpicas e 76 campeões mundiais

Wilson Baldini Jr.

31 de julho de 2019 | 11h15

 

Uma mulher pode treinar boxe em Cuba, mas não pode representar seu país em competições oficiais. A maioria dos treinadores afirmam que a nobre arte não é para ser praticado pelas moças. A alegação é a violência, mas na verdade o motivo real é o machismo.

Ótimas competidoras no judô e na luta greco-romana, as cubanas poderiam ajudar muito a melhorar a posição do país no quadro de medalhas nos Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, competição na qual o boxe feminino é disputado em cinco categorias.

Idamelys Moreno, de 27 anos, é praticante de boxe há quatro anos e busca a liberação do esporte para poder lutar em campeonantos internacionais. O técnico Alcides Sagarra, considerado o pai da escola cubana de boxe, e mentor do lendário Teófilo Stevenson (tricampeão olímpico) e de outros 80 campeões olímpicos e mundiais, diz ser a favor da presença feminina nos torneios. “Não podemos negar o direito das moças de competir.”

 

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