Blog do Baldini entrevista Bob Arum: “Espero que Robson e Esquiva lutem pelo título até o fim do ano”

Blog do Baldini entrevista Bob Arum: “Espero que Robson e Esquiva lutem pelo título até o fim do ano”

Em entrevista exclusiva, dono da Top Rank diz estar satisfeito com a evolução dois brasileiros: 'Eles passaram nos testes e estão prontos para enfrentar os melhores'

Wilson Baldini Jr.

08 de fevereiro de 2019 | 20h43

Nick Wass-AP

 

Muitos fãs afoitos por ver Robson Conceição e Esquiva Falcão na disputa de um título mundial criticam os adversários escolhidos e o desempenho dos medalhistas olímpicos em suas carreiras como profissionais.

Na tentativa de esclarecer o momento pelo qual passam os dois pugilistas brasileiros, este blog entrevistou o empresário Bob Arum, o lendário dono da Top Rank, empresa que patrocina os lutadores nacionais.

“Tanto Esquiva quanto Robson fizeram um tremendo progresso, e esperamos que cada um deles esteja lutando por um título mundial até o final do ano”, disse Arum, de 87 anos, que organiza lutas desde 1966, quando lutaram Muhammad Ali e George Chuvalo.

O veterano empresário não concorda com as críticas à escolha dos adversários. Segundo Arum, os dois passaram com êxito por um período de aprendizado.

“Quando grandes amadores se tornam profissionais, eles precisam aprender a lutar contra o estilo profissional e se acostumar a lutar com caras de estilos diferentes. É o que temos tentado fazer com Robson e Esquiva. Eles passaram com sucesso nos testes. Eles estão agora prontos para enfrentar os melhores de suas respectivas divisões de peso.”

Esquiva foi medalha de prata na Olimpíada de Londres-2012 e Robson ganhou o ouro na Rio-2016. Os dois vão se apresentar dia 31 de março, em Mangaratiba, Rio de Janeiro. Ambos estão invictos como profissionais. O primeiro soma 22 vitórias e o segundo, 11.

“Acredito que 2019 é o ano em que os dois estarão diretamente na disputa pelo título mundial”, afirmou Arum, que não deverá comparecer ao evento no Portobello Resort & Safári. “Minha agenda, como sempre, está repleta. Se eu conseguir, eu o farei, mas com o número de lutas que estamos fazendo nos Estados Unidos é muito difícil.”

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